Cascata Ñivinco: como chegar desde Bariloche

Cascata Ñivinco: como chegar desde Bariloche

Bariloche tem paisagens icônicas que marcam a tendência turística: o Lago Nahuel Huapi, o cerro Catedral, o cerro Otto ou a ilha Victoria, entre tantos outros. Mas ainda existem recantos que surpreendem até quem já conhece esta cidade de memória. Um deles é a Cascata Ñivinco, uma queda de água belíssima localizada no meio do bosque, num setor ao qual se chega percorrendo uma trilha curta e fácil desde um trecho da Rota Nacional 40, em pleno Caminho dos Sete Lagos. A cada ano converte-se no segredo melhor guardado para mochileiros, viajantes independentes e amantes do trekking.

Diferente de outras trilhas de Bariloche, a caminhada para Ñivinco é acessível, curta e perfeitamente combinável com uma viagem pela zona norte do Parque Nacional Nahuel Huapi. Se está organizando uma escapada deste recanto patagônico, se está planejando a sua primeira travessia pedindo carona pela Rota 40, ou até se quer fazê-lo com um guia especializado, aqui contamos-lhe tudo o que precisa saber para chegar à Cascata Ñivinco, desfrutá-la ao máximo e evitar contratempos.

Onde fica a Cascata Ñivinco

A Cascata Ñivinco é uma das paradas mais formosas do Caminho dos Sete Lagos, embora ainda não tenha a fama massiva de outros destinos do circuito. Talvez seja esse o motivo pelo qual conserva intacta a sua atmosfera tranquila: o som da água dominando a paisagem, as pedras brilhantes ao redor do poço, as raízes que se enroscam debaixo dos pés, os troncos caídos que se transformam em assentos naturais. Uma paisagem indiscutivelmente bela para fazer um piquenique ou tomar uns mates, animar-se a um banho em águas frescas durante o verão ou tirar fotos espetaculares de um setor da Patagônia.

O salto principal surpreende pela sua forma larga e diagonal. A água escorre com força mas sem violência, formando um leque branco que cai sobre uma rocha escura e termina num poço cristalino. No verão, muitos animam-se a entrar embora a temperatura da água seja quase polar. No outono, o reflexo dourado do bosque faz com que tudo pareça mais cálido, e na primavera conseguem-se ver flores pequenas abrindo-se ao redor da trilha. É uma paisagem que muda de estação para estação sem perder a sua magia.

O entorno é amplo e cômodo para sentar-se um bom tempo: há setores de sombra natural, planícies de pedra onde improvisar um piquenique e recantos escondidos junto ao rio onde o murmúrio da água se torna mais suave. Embora atualmente o Parque Nacional tenha habilitado o percurso apenas até ao primeiro salto, é mais do que suficiente para sentir que um se afasta de tudo sem se afastar tanto.

caminho Ñivinco saindo de Bariloche

A cascata está localizada no meio do bosque, e acede-se através de uma trilha curta e sinalizada desde um trecho da Rota Nacional 40, em pleno Caminho dos Sete Lagos. Está a meio caminho das cidades de Villa La Angostura e San Martín de los Andes. O acesso encontra-se dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi e não é preciso pagar ingresso nem traslado especial: apenas caminhar, desfrutar e respeitar as indicações.

Para quem não conta com veículo ou quer uma experiência mais completa, existe um serviço ideal: o trekking privado a Cascata Ñivinco que organiza a Best Bariloche Tours, que inclui traslado, o acompanhamento de um guia especializado e um bom tempo para desfrutar da cascata no seu esplendor. Esta é uma experiência personalizada dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi e a alternativa se quer aprender do ambiente natural, viajar com segurança ou simplesmente evitar a logística do transporte.

Como é a trilha para a Cascata Ñivinco

A caminhada para a Cascata Ñivinco é um desses trekkings que se desfrutam sem sofrimento. O percurso ronda os 4 quilômetros de ida e faz-se em cerca de 45 minutos a 1 hora, dependendo do ritmo. É apto para famílias, mochileiros, pessoas sem experiência e viajantes que querem um plano tranquilo entre lagos e bosques.

Pouco depois de começar, a trilha entra num bosque de coihues, ñires e canas, criando um ambiente fresco inclusive nos dias mais calorosos. O solo é de terra, raízes e pequenas pedras, mas não apresenta grandes dificuldades. De vez em quando aparece alguma clareira onde entra o sol, ideal para deter-se um momento, tirar fotos ou simplesmente respirar fundo.

A meio do caminho chega um dos momentos mais característicos: a travessia do arroio. Neste trecho é preciso tirar os tênis ou cruzar o arroio com eles postos, segundo a preferência. A água chega aos tornozelos ou panturrilhas e costuma estar fria, mas é parte da aventura. Cruzar devagar, olhando o fundo e apoiando bem cada passo é a chave.

Depois da travessia, a trilha torna-se mais larga e começa a escutar-se o estrondo suave da cascata. Uns minutos depois, aparece o salto: um anfiteatro natural formado por rochas, água e vegetação. É o tipo de paisagem que o faz querer ficar um bom tempo, seja para tomar mate, ler, tirar fotos ou simplesmente deixar que o som da água faça o seu trabalho.

A experiência completa: natureza, silêncio e frescura patagônica

O mais valioso da Cascata Ñivinco não é apenas a foto final frente ao salto, mas a soma de sensações durante todo o caminho. É escutar o estalo dos ramos debaixo dos tênis, descobrir árvores caídas que se convertem em pontes improvisadas, sentir a água gelada correndo na travessia, notar como muda a luz filtrando-se entre as folhas.

A trilha não tem grandes subidas nem terrenos perigosos, o que permite caminhar com calma e prestar atenção aos detalhes: o verde-escuro do bosque, as pequenas flores silvestres da primavera, os cogumelos cor de laranja brilhando nos troncos úmidos. Se prestar atenção, também pode ver aves pequenas movendo-se entre os ramos, ou até rastros de pegadas animais marcadas na terra suave.

Quando chega ao salto, a paisagem envolve-o de imediato. Há setores de pedras planas que funcionam como mirantes espontâneos, partes com sombra para descansar e espaços mais próximos à água onde o orvalho se sente na pele. O som da água caindo é constante, quase hipnótico. Muitos viajantes escolhem ficar mais de uma hora simplesmente contemplando.

Em pleno verão, a zona é também um bom lugar para refrescar-se, embora a água seja gelada inclusive nos dias mais calorosos. O poço é transparente, pouco profundo em algumas partes e perfeito para sentar-se com os pés submergidos enquanto se observa a cascada de frente.

Por que Ñivinco é uma parada imperdível do Caminho dos Sete Lagos

A Cascata Ñivinco combina algo que poucos lugares conseguem: facilidade de acesso, beleza natural e um pouco de aventura. Está a poucos metros de uma rota turística, mas ao mesmo tempo sente-se completamente imerso no bosque. Esse contraste converte-a numa experiência ideal tanto para uma viagem expressa desde Bariloche como para uma aventura mochileira ou uma travessia com amigos.

Além disso, é uma excelente forma de complementar um percurso pelos Sete Lagos: pode visitá-la no meio do trajeto entre Villa La Angostura e San Martín de los Andes, ou como uma escapada desde Bariloche durante uma manhã ou uma tarde.

Outro ponto importante é que a visita é gratuita e não requer grandes preparativos. Só se necessita tempo, vontade de caminhar e a disposição a molhar os pés cruzando o arroio. A recompensa é uma paisagem que fica gravada.

Convém fazê-lo por conta própria ou com excursão?

Depende do estilo de viagem. Se tem carro, fazê-lo por conta própria é simples. Se está mochilando, chegar de carona ou combinando transporte público é totalmente viável.

Mas se prefere evitar preocupações, viajar sem pressas, conhecer mais da flora e fauna local ou quer fazê-lo em família com maior segurança, a excursão privada é a melhor alternativa. Por isso recomendamos o trekking da Best Bariloche Tours, que facilita muitos trâmites trabalhosos.

Seja que esteja percorrendo o Caminho dos Sete Lagos, viajando desde Bariloche ou explorando a região com uma mochila no ombro, a Ñivinco é uma parada que vale a pena. Um recanto fresco, luminoso e com a força suficiente para ficar na memória muito depois de ter voltado para casa.